quarta-feira, 27 de junho de 2018

Se, em canto, até Exu se lamenta, por que encantos eu não choraria a minha dor?


(07-04-2018)

Destino incerto, sentimentos e devaneios que permeiam cada parte do corpo em que habito. São tantas encruzilhadas no meio dessa noite escura, e estando na hora mais escura da noite grito de desespero, o silêncio me engole e não há corpo que me escute, não há alma que me sinta, estou só. Só, na noite, em sua hora mais escura, sem me lembrar que o cíclico raiar do sol há de chegar. Enquanto essa pequena eternidade perdura, rasgo o ser, na carne, na alma. A solidão habitada por todos os sentimentos e pensamentos que mal cabem em mim. Não há fel que se beba, veneno que se trague, que possa amortecer a infindável dor que essa mente em crise carrega em si. Bêbado, alado, com rumo, com ideias, consciente, mas ainda sim desesperando a cada segundo, pois mesmo sendo ser da terra, sabe que pode ser deus e sendo deus: de tudo poderia saber. Será que realmente queremos conhecer tudo?; Em desespero, em meio a dor, canto despretensiosamente cada lágrima, de furor ou de amor... Nem completo desabafo, compreendo. Só lhe peço que não me julgue, mas se o fizer, primeiro vista minha pele...

Skharvalho

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